
Terra Agitada
Em tempos onde o chão pulsa como um coração descompassado, "Terra Agitada" é um convite a vivenciar os tremores invisíveis que atravessam corpos e territórios. Inspirada por paisagens urbanas, fissuras geológicas e estados de ebulição emocional, a pesquisa mergulha na tensão entre caos e equilíbrio, explorando a energia bruta que emerge de terrenos instáveis. Como traduzir em movimento as rachaduras da terra? Vibração, magnetismo e urgência servem como disparadores para investigar a fisicalidade das cenas. A pesquisa propõe dinâmicas que alternam colisão e repulsão como partículas de um sistema em constante transformação. "Terra Agitada" propõe uma experiência sensorial que ressoa os desafios e as belezas da instabilidade, refletindo um estado coletivo de resiliência e adaptação diante do imprevisível — uma dança que estremece com a vida equilibrando-se em meio às rachaduras.
Equipe
Técnica
Elenco • Ana Porazzi, Bela Becker, Frederico Vasques, Giulia Barão, Jociele Rodrigues, Jorge Méndez, Rafaela Kijner , Rafael Godoy, Rafael Sky
Produção • Casa Salto
Iluminação • Guilherme Malgarizi
Arte Gráfica • Ana Porazzi
Redes Sociais • Rafaela Kijner
As Diretoras
Em uma proposta inédita, as artistas se reúnem para partilhar suas pesquisas em improvisação e composição em dança e experimentar uma direção compartilhada. O encontro entre as artistas aconteceu na Cia Municipal de Dança de Porto Alegre (2023) e seguiu no processo de criação do espetáculo Peixes (2024). Desde então, Camila e Isadora desejam seguir investigando processos criativos em dança juntas.

Diretora, bailarina e atriz
Camila Vergara
Artista da cena, atua no cruzamento do teatro com a dança contemporânea, desde 2010. Mestre em Artes Cênicas no PPGAC - UFRGS (2023) com pesquisa em improvisação e criação em dança e graduada em Teatro - Licenciatura pela UFRGS (2016). Iniciou na dança através do ballet clássico quando criança e aprofundou os estudos em dança contemporânea e teatro através de experiências com Serge Nicolaï (Théâtre du Soleil), Roberta Carreri (Odin Teatret), Philippe Gaulier, Morena Nascimento, Dudude Herrmann, Les Ballets C de la B e Gaga Dance. É co-fundadora do grupo Máscara EnCena (2014), referência nacional no uso de máscaras. Entre seus trabalhos mais recentes em dança destacam-se "Peixes" (2024 - concepção e direção); "Cartas Honestas a Danças Duras" (2023 - direção cênica); "Água Redonda e Comprida" (2022 - direção de movimento); “Piano-Soleil" (2022 - Prêmio Açorianos de Dança - Criação Multimídia e Prêmio Experimental, Dance & Music Festival - Performance de Dança). Como professora de dança, destaca-se o trabalho continuado na Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre e no Grupo Experimental de Dança (2023 e 2024), além de ser idealizadora e professora do projeto de ensino "Suculentas", desde 2020.

Diretora, bailarina e professora
Isadora Franco
Artista da cena, graduada em Licenciatura em Dança pela Faculdade Angel Vianna (2016, RJ), tem formação pelo curso técnico em dança contemporânea Performact (2019, PT). Em sua trajetória artística, teve aproximação com o teatro, ao integrar a Escuela Nómade do Théâtre du Soleil (2015, CL), e cruzamentos com o circo através do curso de Dinâmica Acrobática na Intrépida Trupe (2016, RJ) e no aprofundamento de seus estudos em palhaçaria no grupo de mestrado do ator e palhaço Fábio Castilhos no PPGAC - UFRGS (2024, RS). Atua na Cia Municipal de Dança de Porto Alegre desde 2023, e como bailarina dançou “Brazil-Beijo” de Orly Portal (2023), e co-criou como intérprete os trabalhos “Área Suspensa” (2023) de Gal Martins e “Coração encharcado e ainda assim…” (2024) de Airton Tomazzoni e Carlota Albuquerque. Atualmente, atua na Cia Municipal de Dança de Porto Alegre como diretora artística. Integrante do Coletivo Moebius desde 2023, co-criou a performance “Aguaçal” de Patricia Nardelli, premiada no 1º FEED - Festival Estadual de Esquetes Dramáticas como melhor conjunto de performers. Em “Peixes” (2024), espetáculo de dança de Camila Vergara, atuou como preparadora corporal e assistente de movimento. Enquanto educadora, atua na Casa Salto com as aulas de “Fluxo Acrobático” desde 2024, do qual é idealizadora.
Dispositivo
Os dispositivos são programas de criação e montagem de espetáculos de artes cênicas, incubados e concebidos na Casa Salto. Um ecossistema de economia circular, que impulsiona diretores, bailarinos, atores e novas obras. Nele promove-se troca de conhecimento, serviços e recursos, gerando valor contínuo para a cadeia produtiva cultural.
Os programas são direcionados a artistas e estudantes que buscam uma experiência de criação imersiva e intensa. Bem como, se conectar a profissionais inspiradores e a criação de obras artísticas.
Os dispositivos são um encontro entre formação e criação de novos produtos nas artes cênicas a fim de gerar renda e patrimônio sustentável para o mercado das artes. Além disse, eles possibilitam a criação de portfólio, trajetória e conteúdo de caráter profissional.

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